De Júlio Dinis
Encenação de Vítor Gonçalves
De Quarta a Sábado às 21h30
Domingos às 16h
Teatro Municipal de Almada
A Companhia de Teatro de Almada vai apresentar, no Teatro Municipal de Almada, de 6 de Outubro a 30 de Outubro, de Quarta a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h, o espectáculo O Casamento da Condessa, de Júlio Dinis, com encenação de Vítor Gonçalves, cenografia de Joaquim Benite, figurinos de Sónia Benite, luz de José Carlos Nascimento e interpretação de Bruno Martins, Celestino Silva, Francisco Costa, Joana Fartaria, Marques D’Arede e Miguel Martins.
Uma divertida comédia de enganos
Toda a linguagem ao longo da peça é maliciosa e corrente, não suscitando quaisquer dúvidas quanto à sua compreensão. O leitor segue facilmente e com interesse os diálogos e as situações por vezes muito divertidas. Há ritmo na sequência dos acontecimentos e uma surpreendente facilidade na elaboração dos efeitos cómicos.
Liberto Cruz
Júlio Dinis (1839-1871) terá iniciado a sua actividade teatral como actor aos 15 anos, ao desempenhar um papel feminino, numa peça de Licínio de Carvalho, Os Hallas. A peça estreou-se a um sábado, 10 de Março de 1855, no Teatro Camões, a distinta Sociedade Dramático-Portuense. A passagem de actor a autor teatral foi muito rápida. Ao contrário do que sucede com a maioria dos escritores, que só vêm a fazer teatro depois de bem experimentados em outros géneros literários, Júlio Dinis fez os seus primeiros passos escrevendo comédias. Em 1856 escrevia as suas primeiras peças: O Bolo Quente e O Casamento da Condessa.
O Casamento da Condessa
As três primeiras peças de Joaquim Guilherme (Júlio Dinis) foram escritas entre os 17 e os 18 anos, e constituem o que passaremos a designar por «comédias dos verdes anos». Muito novo ainda e apenas saído da adolescência, era de esperar que o novel dramaturgo seguisse os trâmites em voga. Compreendia-se assim que se debruçasse sobre um mundo onde o amor tinha a primazia. Daí que nas suas comédias as peripécias se sucedam, as aventuras amorosas se multipliquem, os galanteadores sejam fogosos, os quiproquós abundantes e os heróis naturalmente desenvoltos.
Vejamos, em primeiro lugar, a peça O Casamento da Condessa, que merece uma especial atenção. Repare-se no nome do protagonista: Júlio.
Haverá alguma relação com a escolha do pseudónimo adoptado logo em seguida ou tratar-se-á de um simples acaso? Qualquer que tenha sido a razão não deixa de ser curiosa a semelhança preexistente entre o nome do seu primeiro herói literário e aquele que virá a usar posteriormente para assinar publicamente as suas obras literárias.
Será uma coincidência ou é resultante de uma determinação pensada e amadurecida?
É preciso frisar que Júlio da Costa, o protagonista desta comédia, pela sua frívola conduta e pelo seu carácter, está muito longe tanto do seu pai espiritual como das personagens mais destacadas dos seus romances.
Júlio da Costa é quase o negativo tanto dos seus futuros companheiros de ficção como do próprio romancista. Audacioso e serviçal, arrogante e dependente, convencido e ingénuo, Júlio da Costa tornar-se-á simultaneamente uma presa fácil de dominar quer pelo próprio pai quer por uma comediante em voga.
Ressalvam-se ainda nesta peça algumas farpas lançadas pelo autor contra um dramaturgo contemporâneo muito apreciado. De forma discreta, Júlio Dinis revela já um espírito crítico e pertinente que deve ser tomado em conta. No momento em que Júlio da Costa deseja voluntariamente declarar o seu amor a Emília, situação em si mesma solene e grave, a jovem evoca a semelhança daquela cena ridícula com uma outra da peça: O Pagem de Aljubarrota, de Mendes Leal.
Esta intrusão do teatro no teatro, trazida por Emília ao evocar uma peça da mesma época, permitirá a Júlio Dinis desmistificar os enredos teatrais então representados no Porto. A actualidade política, as manigâncias familiares, a diferença de costumes entre a capital do reino e as terras de província são alguns dos elementos curiosos de O Casamento da Condessa.
Liberto Cruz
O Preço dos Bilhetes para adultos é de 13 € e de 7 € para jovens até aos 25 anos e reformados maiores de 65 anos. O preço para grupos (mais de 10 pessoas) é de 6 €.
Todas as informações e reservas podem ser feitas através dos telefones 212752175/212756567, para a secção de público da Companhia de Teatro de Almada.
Albert Einstein foi a uma festa e não conhecia ninguém, portanto foi tentando misturar-se com os convidados.
- Olá, como vai? - Perguntou ele.
- Vou muito bem, obrigado!
- Qual o seu Q.I.?
- 200.
Então começou a conversar sobre física quântica, teoria da relatividade e bombas de hidrogénio.
Andou mais um pouco e encontrou outra pessoa:
- Olá, como vai? - Perguntou ele, novamente.
- Eu vou bem, muito obrigado.
- Qual o seu Q.I. ?
- 170.
Então meteu conversa outra vez - só que desta vez sobre política, desigualdade social, reforma agrária, etc.
Andou mais um pouco e encontrou uma terceira pessoa:
- Olá, como vai? - Perguntou ele.
- Tou bem!
- Qual o seu Q.I.?
- 100.
Então começou a conversar sobre desemprego, aumento dos combustíveis, Bin Laden, terrorismo, americanos, etc.
Andou mais um pouco e encontrou outra pessoa:
- Como está, tudo bem?
- Tá-se!
- Qual o seu Q.I.?
- 50.
Então começou a falar sobre a Quinta dos Famosos, Big Brother, Cinha Jardim, etc.
Deu mais uma volta, encontrou outra pessoa e perguntou:
- Como vai, tudo bem?
- Ya...
- Qual o seu Q.I.?
- 10.
- ..... Então esse Benfica?
PS – o vocábulo Benfica poderá ser substituído pela palavra Sporting, Porto ou outra, conforme a preferência pessoal.